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VALBURGA DUBAI - UM MARCO DE ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA BEM NO CENTRO DE SUA VIDA

VALBURGA DUBAI - UM MARCO DE ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA BEM NO CENTRO DE SUA VIDA

O GRANDE LANÇAMENTO DE ARQUITETURA CONTEMPORÂNEA DE 2009...

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ÍNDICE DO CUB EM SANTA CATARINA
 
Janeiro - 2010 - CUB Médio Residencial:
Valor: R$ 983,42
Variação: 0,01%
 
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Crescimento do setor de construção não fará consumidor pagar mais caro

De acordo com o presidente da Abramat (Associação Brasileira de Materiais), Melvyn Fox, o crescimento constante do setor de Construção Civil não fará que o consumidor pague mais caro, por conta da falta de produtos no mercado.

"Estamos atendendo a demanda. Hoje não existe falta de material, se há em algum lugar é por problema de logística. As indústrias estão com cerca de 80% de sua capacidade de produção. Isso aconteceria se estivesse havendo uma inflação de demanda", diz.

Para Fox, os aumentos nos preços de materiais como telhas ou metais, por exemplo, são casos isolados que ocorrem ou pela alta no mercado externo ou pela falta de investimento nas empresas. "Existem alguns materiais que dependem dos aumentos internacionais, então não há muito o que fazer. No caso de tijolos e telhas vermelhas, por exemplo, a produção é feita de forma quase artesanal por empresas pequenas, que dependem de recursos e investimentos", explica.
Crescimento

Segundo o presidente da associação, o setor tem apresentado crescimento consistente há 25 meses consecutivos na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Para ele, fatores como a facilidade de crédito, aumento de prazos de financiamentos e a redução da carga tributária teriam contribuído para esse bom desempenho.

De acordo com sondagem entre as associadas à Abramat, 87% das empresas estão otimistas sobre o fechamento do mês de agosto. Em relação ao mercado externo, o índice cai para 45%, mas o otimismo ainda é predominante sobre os que acham regular (27%) ou ruim/muito ruim (28%).

Conforme dados da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), a venda de produtos para auto-construção e pequenas reformas fez que o setor de lojas de materiais para construção fechasse o mês de junho com um faturamento 32,4% maior em relação ao mesmo período de 2007. Esta foi a maior alta no faturamento em junho, dentre todos os setores do pequeno varejo do Estado de São Paulo.

Fonte: InfoMoney

Mercado imobiliário alemão escapou da crise

A crise do setor imobiliário, que começou nos Estados Unidos e abalou o mercado financeiro em diversas partes do mundo, não afetou o mercado alemão, dizem especialistas. Na Espanha, entretanto, o estrago foi grande.

A recente crise do mercado financeiro internacional teve início nos Estados Unidos, onde créditos imobiliários foram concedidos a pessoas que não tinham condições e agora sofrem para pagá-los de volta. Também na Irlanda e na Grã-Bretanha, mas principalmente na Espanha, os novos proprietários enfrentam dificuldades para se desfazer dos imóveis, já que os preços caem.

Mas, em comparação com os EUA, há uma diferença fundamental no mercado imobiliário alemão, explica Christian Badde, presidente do banco Westdeutsche Landesbausparkasse (LBS): na Alemanha, a concessão de créditos é tratada com muito mais rigor.

"Temos instrumentos de financiamento bem diferentes. Nos Estados Unidos, era e ainda é comum não ter nenhum capital inicial ao se solicitar um financiamento. Isso não seria possível de forma alguma na Alemanha, com apenas algumas exceções", conta.

Além disso, a compra ou a construção de um imóvel é financiada na Alemanha através de um crédito de longo prazo, com taxa fixa de juros de até 15 anos, a fim de evitar flutuações inesperadas no pagamento do crédito.
Especular é arriscado na Alemanha

Outro fator importante é o fato de não haver na Alemanha um boom do setor imobiliário, como é o caso na Espanha, onde foram construídos sete vez mais imóveis que na Alemanha em relação ao número de habitantes, explica Badde.

Especular com imóveis é também um negócio arriscado na Alemanha, alerta Niels Fischer, um dos diretores da administradora de condomínios Baugrund. "Um colega uma vez me disse que na Alemanha não há mais o que construir desde os anos 90. Mas isso ainda não entrou na cabeça de muitos, que mantêm a mentalidade dos anos 60 e 70. É uma coisa desagradável, pois eles acabam destruindo seu próprio modelo de negócios", avalia.

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Placa ilustra dimensão da crise nos EUASegundo Fischer, o volume de transações do mercado imobiliário alemão diminuiu e os altos lucros esperados não vieram. Os preços de imóveis caem ou permanecem estagnados. A única exceção em décadas diz respeito a imóveis de localização privilegiada.

Christian Badde, do LBS, não vê conseqüências diretas da crise para a Alemanha. "Os preços aqui são completamente independentes disso. Temos atualmente um mercado muito dinâmico, especialmente de imóveis usados, mas nenhuma elevação dos preços, que permanecem estáveis."
Crise freou economia espanhola

Já na Espanha a situação é outra: durante anos, a construção civil explodiu no país. A cada ano, foram construídos mais imóveis que na Alemanha, na França e na Inglaterra juntas. Muito mais do que realmente havia necessidade.

Compradores sonhavam com a casa própria, empresários, com o dinheiro rápido, e bancos seduziam com o sistema de créditos mais flexível da Europa, explica o especialista José Antonio Vega, da revista de economia Cinco Dias.

"Eles flexibilizaram todos os instrumentos sobre os quais tinham influência, a fim de aquecer a demanda e permitir que as pessoas comprassem imóveis tão caros", conta.

Mas a crise não afetou apenas pessoas físicas endividadas. A grande bolha imobiliária freou a economia espanhola como um todo. Recentemente, a Martinsa-Fadesa, maior imobiliária do país, entregou pedido de falência após não conseguir renegociar suas dívidas de mais de 5 bilhões de euros. Agora, mais de 12 mil famílias para quem a empresa deveria construir imóveis se perguntam se algum dia verão seu dinheiro de novo.

O governo promete que ajudará as famílias afetadas, mas o economista Carlos Berzosa critica a falta de iniciativa. "No momento, o governo parece estar sobrecarregado. É como se estivesse na praia, visse um tsunami se aproximar e não soubesse o que fazer", lamenta.

Especialistas acreditam que outras cem empresas do setor devem abrir falência. Além do mais, especula-se que lá, com os preços caindo entre 20% e 30%, imóveis deixarão de ser interessantes como forma de investimento.

Fonte: DW

Construção civil subiu 6,36% este ano, mostra IBGE

A inflação da construção civil voltou a recuar em julho, ficando em 1,03% no mês, ante taxa de 1,24% no mês anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desde janeiro, a alta acumulada é de 6,36%, superior à variação registrada no mesmo período do ano passado, quando ficou em 3,58%.

Segundo os dados do IBGE, o estado mais caro para construir é Roraima. O custo do metro quadrado no estado é de R$ 732,40. No ranking dos estados, em seguida aparecem o Rio de Janeiro - o metro quadrado sai por R$ 721,00 - e São Paulo (R$ 715,37). Já o custo mais barato é o do Rio Grande do Norte, R$ 560,07.

Na média nacional, o custo por metro quadrado passou dos R$ 637,69 do mês anterior (junho) para R$ 644,23 em julho. Desse valor, R$ 369,04 se referem a despesas com materiais e R$ 275,19, com mão-de-obra.

Entre as regiões, o maior custo por metro quadrado foi registrado na região Sudeste, de R$ 684,45. Em seguida, estão a região Sul (R$ 640,05), Norte (R$ 631,36), Centro-Oeste (R$ 619,64 ) e Nordeste (R$ 598,66).
Comparações

A taxa acumulada pelo Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) em 12 meses (8,92%) também é maior que os 8,26% dos 12 meses imediatamente anteriores.

Na comparação com os primeiros sete meses de 2007, tanto os custos com materiais quanto com mão-de-obra tiveram alta superior este ano. No ano, os materiais subiram 6,13%, acima da taxa de 2,49% registrada em igual período de 2007. Mão-de-obra teve alta de 6,67% contra 5,07% em 2007.

Nos últimos 12 meses, o acumulado dos materiais atingiu 8,98% e ficou acima da variação dos 12 meses imediatamente anteriores (7,87%), assim como a mão-de-obra, cuja alta de 8,84% superou a relativa aos 12 meses anteriores (8,78%).

Na passagem de junho para julho a região norte registrou a maior elevação no custo da construção civil, de 2,10%, puxada pelos reajustes salariais. A região Centro-Oeste veio em seguida, com alta de 2,02%, pressionada pela taxa de Mato Grosso, também devido aos reajustes nos salários. O índice da região Sul variou 0,92%, enquanto Nordeste e Sudeste tiveram variações iguais (0,79%).

Fonte: G1, em São Paulo

Resolução que aprova empréstimos da Caixa para construtoras está no DOU

O BC (Banco Central) publicou nesta sexta-feira (14) no Diário Oficial da União a Resolução nº 3.635, que define as regras das operações de empréstimo para construtoras e incorporadoras habitacionais. Segundo disposto pela resolução, a Caixa Econômica tem permissão para emprestar até R$ 3 bilhões ao setor para capital de giro.

Ainda de acordo com a resolução, a cobertura de risco de crédito com a utilização do montante definido será de 35% do valor principal das operações de empréstimo.

Condições para as construtoras
Fica ainda estabelecido que esta cobertura de risco de crédito será aplicável a operações que tenham como objetivo a construção habitacional, que sejam contratadas entre a data de publicação da resolução e 31 de março de 2009 e tenham realizado o registro de incorporação imobiliária em cartório de registro de imóveis em data anterior a 1º de outubro de 2008.

O BC estabelece ainda que, esgotado o valor da reserva, a Caixa Econômica Federal arcará integralmente com o risco de crédito decorrente das operações.

Fonte: Equipe Infomoney

Crédito imobiliário deve continuar crescendo, devido ao déficit habitacional

O crédito imobiliário deverá continuar crescendo devido ao grande déficit habitacional existente no Brasil. Essa é a visão do superintendente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), José Gonçalves Pereira.

"Também existe a necessidade de novas habitações para que déficit não aumente ainda mais. Além disso, existe um grande espaço para ser ocupado", disse nesta quinta-feira (13), durante o seminário Perspectivas do Crédito para 2009, na Serasa.

Dificuldades para a compra

Segundo ele, ainda há muitas dificuldades para que uma pessoa compre um imóvel. "Há muita burocracia para a compra, com a exigência de muitas certidões. Mas já existem projetos no governo para mudar isso", afirmou.

Pereira também informou que no Brasil, o crédito imobiliário tem peso pequeno, de apenas 2,4%, no PIB (Produto Interno Bruto), e que esperam aumentar esse número para 10% até 2015.

Embora evite fazer previsões para 2009, ele também considerou que, se os resultados que o setor imobiliário obteve neste ano se manterem durante 2009, será um resultado positivo.
Fonte: InfoMoney
Autor: Roberta de Matos Vilas Boas

Caixa amplia linha de crédito para material de construção

Quem vai construir ou reformar poderá, a partir de agora, contar com uma ajuda maior da Caixa Econômica Federal. Desde a última segunda-feira (10), a linha de crédito chamada de Construcard FGTS, para aquisição de material de construção, passou o limite de financiamento de R$ 7 mil para R$ 25 mil.

A linha, que utiliza recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) tem juros que variam de 6% a 8,16% ao ano e atende pessoas com renda máxima de R$ 1.900,00. Para quem ganha acima deste valor, a caixa oferece outra linha de financiamento, Construcard Caixa/SBPE, cujo valor mínimo de empréstimo é de R$ 1.000,00.

Construcard FGTS
De acordo com a assessoria de imprensa da instituição, quem deseja contratar o Construcard FGTS não encontrará muitos problemas. A aquisição da linha é feita diretamente nas agências bancárias e, segundo publicado pela Agência Brasil, as únicas exigências são de que a documentação do imóvel esteja em ordem e de que o tomador do empréstimo não comprometa mais de 30% de sua renda mensal.

Quem optar por este tipo de financiamento, poderá ter as compras facilitadas ao usar o cartão de débito Construcard FGTS, aceito em mais de 40 mil lojas credenciadas, e ainda incluir até 15% dos custos de mão-de-obra no valor do material.
Fonte: Equipe Infomoney

Aluguel vai subir 12% em novembro

Os contratos de aluguel que vencem em novembro sofrerão reajuste de 12,23%. Essa é a inflação acumulada nos últimos doze meses pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que regula mais de 90% dos contratos de locação. Isso significa que quem paga R$ 1.000, por exemplo, vai ter de desembolsar R$ 122,23 a mais por mês.

O aumento é pesado. Mas o inquilino não deve começar a sofrer antes de conversar com o proprietário. Segundo José Roberto Graiche, presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis (AABIC), há sempre espaço para negociação. %u201CNenhum proprietário vai efetuar um aumento que deixe o aluguel acima do valor de mercado%u201D, garante.

%u201CCaso contrário, o inquilino vai procurar outro imóvel.%u201D Graiche lembra que os locatários que deram entrada no imóvel há mais de dois anos provavelmente partiram de aluguéis mais baixos. %u201CO mercado de locação ainda estava desaquecido e os preços eram mais acessíveis%u201D, diz o presidente da AAABIC. %u201CPortanto, em muitos desses casos ainda há espaço para o inquilino aplicar o reajuste pelo IGP-M.%u201D Nesse caso, se não houver acordo e o inquilino julgar o novo valor alto demais, a saída é pesquisar outro imóvel.

Só no mês de outubro, o IGP-M variou 0,98%, contra 0,11% em setembro. A culpa foi, principalmente, do dólar. %u201CCom a crise financeira e a conseqüente valorização da moeda americana frente ao real, tivemos reajustes em várias matérias-primas e insumos importados, que pressionaram muito os preços ao atacado%u201D, diz Salomão Quadros, coordenador do IGP-M da Fundação Getulio Vargas.

Os preços ao atacado subiram 1,24% no mês, exercendo forte pressão sobre o IGP-M. Mas a alta - desse grupo e, por conseqüência, do índice geral de preços - não deve se repetir nos próximos meses, avalia o economista Julio Gomes de Almeida, o Instituto de Estudos do Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Isso pode aliviar, por exemplo, a vida de quem tem contratos de aluguel a vencer no início do ano que vem.

%u201CEm primeiro lugar, o dólar já está mais baixo e deve baixar um pouco mais%u201D, diz Almeida. Ontem, a moeda americana fechou cotada a R$ 2,10. %u201CAlém disso, com a desaceleração da economia provocada pela crise, o consumo deve diminuir e frear a inflação. Portanto, esse aumento visto agora não vai chegar a atrapalhar o consumidor.%u201D

Drible a alta
O primeiro passo é negociar com o proprietário

Pesquise os valores de imóveis similares ao que você mora para servir de parâmetro

Caso o proprietário seja irredutível com o aumento, veja se há imóveis mais baratos na região

Mas se você decidir se mudar, tenha outro imóvel em vista. A demanda por locação está em alta

Fonte: Jornal da Tarde
Autor: Carolina Dall%u2019Olio

Diretor do Sinduscon relata cenário da construção civil e trajetória de vida para acadêmicos da Unochapecó

"Ética, integridade, honestidade e trabalhar muito para chegar onde se quer, sempre na busca pela realização dos sonhos." Essas foram praticas de conduta de vida transmitidas pelo empresário e diretor do Sindicato da Indústria da Construção de Artefatos de Concreto Armado do Oeste (Sinduscon), Josias Antonio Mascarello, para acadêmicos do curso de Engenharia Civil da Unochapecó, durante palestra. O evento, denominado "Quinta às 5 - Aprendendo o que só a vida nos ensina", é organizado pelo Centro Acadêmico de Engenharia Civil da universidade, com o apoio do Sinduscon, da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Oeste (Aeao) e do Centro Teconlógico da Unochapecó. Nessa edição do programa participaram acadêmicos, dirigentes da Unochapecó e empresários da construção civil. Durante a palestra, Josias relatou sua trajetória de vida e mostrou sua primeira obra e as atuais, realizadas através de sua empresa a Construtora Catarinense e a Incorporadora Chapecó. Ao falar sobre o crescimento da construção civil, ele apontou que o cenário de hoje, com o mercado aquecido, já foi visto em Chapecó em 1984. %u201CNessa época não havia esquina que não tivesse uma construção, hoje o mercado está aquecido, mas naquela época não se encontrava mais mão-de-obra, eram muitas construções%u201D, acrescenta Josias. Para ele, Chapecó foi exemplo para o país em construções de condomínios, quando muitos empresários de fora vinham conhecer o sistema utilizado pelas construtoras. Formado em Engenharia Civil pela Pontificia Universidade Católica de Porto Alegre (PUC), Josias já executou, em 22 anos de atuação, mais de 100.000 m² de obra. O empresário atua também em defesa do crescimento do setor em Chapecó e região, prova disso é que já foi presidente do Sinduscon, da Aeao e do Centro Empresarial de Chapecó (CEC). Para o vice-reitor de Pesquisa, Extensão e Pós-graduação da Unochapecó, Cláudio Alcides Jacoski, a iniciativa dos acadêmicos é importante para eles manterem contato com profissionais que atuam no mercado e também tirarem dúvidas sobre a profissão.

IGP-M cede para 0,49% na segunda prévia de novembro

RIO - O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) subiu 0,49% na segunda medição de novembro, menos do que o 0,86% apurado em igual período de um mês antes. A moderação no ritmo de crescimento nos preços no atacado teve impacto no resultado. A Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou acréscimo de 10,06% no IGP-M no acumulado do ano e de 12% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Atacado (IPA), que representa 60% do indicador geral, avançou 0,48% na segunda prévia de novembro, abaixo do 1,11% de um mês atrás. Os produtos agropecuários caíram 0,83%, invertendo a direção registrada na segunda parcial de outubro, quando aumentaram 0,71%. Os produtos industriais subiram menos, 0,95% contra 1,25%.

Dos três estágios de produção componentes do IPA, a alta mais acentuada ficou com Bens Intermediários, de 0,74%, acompanhados por Matérias-Primas Brutas (0,56%) e Bens Finais (0,06%). No segundo levantamento de outubro, esses percentuais corresponderam a 1,19%, 1,93% e 0,27%, na ordem.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-M, apresentou acréscimo de 0,41% neste estudo, excedendo a taxa anotada em período equivalente de outubro, de 0,13%. O principal destaque foi o grupo Alimentação, que saiu de uma queda de 0,21% em outubro para uma elevação de 0,68% nesta pesquisa. Dentro dessa classe de despesa, chamaram atenção os itens carnes bovinas (1,19% para 4,29%), frutas (1,65% para 4,23%), laticínios (-1,57% para 0,17%) e óleos e gorduras (-2,79% para -0,34%).

O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), representativo de 10% do indicador geral, recuou para 0,71% agora depois de ficar em 0,89% um mês atrás. O indicador referente a Materiais e serviços expandiu-se 1,16% e o índice referente à Mão-de-Obra verificou ampliação de 0,18%.

O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.

Fonte: Valor Online

Cartão Aluguel sai em poucos meses

Até o início do ano que vem, a Caixa Econômica Federal deve anunciar mais um produto: o Cartão Aluguel, que funcionará como um cartão de crédito para pagamento de aluguel. Segundo o vice-presidente de Pessoa Física da Caixa, Fábio Lenza, a novidade está em fase final de planejamento.

O Cartão Aluguel vai ser um cartão de crédito convencional, bandeirado, que também servirá para o pagamento de aluguel, afirmou ontem, durante o lançamento do Crediário Caixa Fácil.

Lenza explicou que o cartão é um produto sem similares no mercado e que vai auxiliar os clientes na hora de fechar contratos de locação. O cartão vai dispensar o uso do fiador.

Na prática, os locatários de imóveis não precisarão mais de fiadores, porque o pagamento do aluguel será garantido pelo cartão de crédito.

A expectativa do mercado de locação é de que os custos do cartão também sejam mais baixos. Hoje, as opções ao fiador são os títulos de capitalização que cobrem casos de inadimplência e o seguro-fiança, que chega a custar o equivalente a 150% do aluguel.


Fonte: Jornal da Tarde

Em 2009, crédito avançará no setor imobiliário, diz Francisco Valim

Mesmo com a crise financeira internacional, a previsão é de que a concessão de crédito em 2009 seja maior do que a deste ano. O avanço se dará, principalmente, no crédito imobiliário, uma vez que ele ainda é insignificante em relação ao PIB (Produto Interno Bruto)."No Brasil, temos inexistência do crédito imobiliário. O principal setor a ser focado será o imobiliário, porque tem muito espaço de crescimento e falta moradia no Brasil", afirmou o presidente da Serasa, Francisco Valim.O presidente da Serasa falou durante o XX Congresso Fibafin (Federação Iberoamericana de Associações Financeiras), que acontece nesta segunda-feira (17), em São Paulo.Crise de subprimeDe acordo com ele, durante muito tempo se especulou se poderia acontecer no Brasil aquilo que foi registrado nos EUA: crise do subprime. Porém, de acordo com Valim, seria impossível."Aqui não teríamos uma crise nem de subprime nem de prime porque o crédito concedido para compra de imóveis é praticamente irrisório", disse Valim.CréditoValim afirmou que o crédito no Brasil está longe de chegar ao seu limite. "Recentemente passamos a casa do R$ 1 trilhão, com R$ 400 bilhões de crédito ao consumidor, e isso são números incompatíveis com o nível da nossa economia", disse.Isso porque o crédito no Brasil ainda representa apenas 37% do PIB, o que chega a ser metade do que é apresentado em países das Américas e um quarto do que representa em países desenvolvidos."Para o próximo ano, deve continuar crescendo e chegar a 40% do PIB. Para pessoa física, será algo em torno de 13% a 15%".Fonte: InfoMoney

Crédito está voltando aos poucos, diz Meirelles

O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, afirmou que está havendo uma paulatina retomada do crédito em razão das medidas tomadas pelo governo. "Estamos vendo uma gradativa recuperação do crédito, que não atingiu os níveis anteriores à falência do Banco Lehman Brothers, mas já está se recuperando gradualmente."

Meirelles referia-se a uma série de ações, como a liberação dos depósitos compulsórios dos bancos, de R$ 47 bilhões. O BC já manifestou que esse montante tem o potencial de alcançar ate R$ 160 bilhões. Conforme disse Meirelles na semana passada, o BC liberou US$ 14 bilhões para injetar liquidez no mercado, em leilões de dólares com recursos das reservas, com recompra, com garantias de Global Bonds para o comércio exterior e garantias de contratos de ACC e ACE.

Ainda segundo Meirelles, no dia 6 outros US$ 26 bilhões foram usados para reduzir a volatilidade no câmbio - US$ 24,5 bilhões na venda de swap cambial e US$ 1,5 bilhão pela não rolagem de swap reverso.

De acordo com economistas de bancos, empresários já começam a retomar gradualmente os investimentos, pois avaliam que os efeitos da crise financeira internacional estão passando aos poucos e, com medidas do governo, tais como a não elevação dos juros pelo BC, no dia 29 de outubro, há uma perspectiva de que a concessão de financiamentos às companhias comece a se normalizar no começo do primeiro trimestre de 2009.

Mundo
A economia mundial vai desacelerar "substancialmente" em 2009. Esse foi um dos consensos a que chegaram os representantes de cerca de 40 BCs que estiveram reunidos em São Paulo para o encontro bimestral do Banco de Compensações Internacionais (BIS, em inglês), segundo relatou Meirelles.

De acordo com ele, é aguardado até que os países industrializados tenham contração no Produto Interno Bruto (PIB). "Os emergentes continuam a crescer, mas a taxas menores", disse ele. Outro consenso dos BCs é que o mercado melhorou desde o início de outubro, mas ainda está longe da normalidade.

O presidente do BC salientou que a decisão de medidas anticíclicas dependem da situação de cada país. Ele citou como referências a conta corrente, as reservas internacionais e as contas públicas. "Cada país adota medidas convenientes para a sua economia."

De acordo com ele, o governo tem adotado medidas para preservar o País dos efeitos da crise e, entre outras, citou a liberação dos compulsórios. Meirelles lembrou que a crise começou em países desenvolvidos, mas, pelos canais de crédito atingiu os emergentes. Ele voltou a dizer que o Brasil tem uma posição relativamente melhor que alguns outros países e também do que a sua no passado. "Ninguém é imune à crise", disse.

Inflação
Meirelles reafirmou que o centro da meta de inflação para 2009 é 4,5%. Logo cedo, a Andima, no relatório do Comitê de Acompanhamento Macroeconômico, avaliou que um ajuste na meta de inflação para 2009 "deve ser considerado uma possibilidade concreta".

Alguns analistas avaliam que será difícil para o BC levar o IPCA de 2009 para o centro da meta, em razão de alguns fatores, como a desvalorização recente do real ante o dólar.

A Andima projeta que IPCA chegará a 5,23% no ano que vem, enquanto a Pesquisa Focus divulgada ontem apontou que as expectativas para o IPCA em 2009 subiram de 5,06% para 5,20%. "A meta de inflação para 2009 é de 4,5%", reforçou o presidente do BC.

Fonte: O Estado de São Paulo

Imóveis usados atraem investidores

Em meio a oscilações do mercado financeiro, os ramos de imóveis residenciais usados e comerciais percebe uma alta no número de investidores.

"Eles buscam um porto mais seguro e uma rentabilidade menor", diz André Souyoltgis, da Coelho da Fonseca.

"Investimento em imóvel é muito procurado em épocas de crise", afirma o consultor financeiro Caio Torralvo.

Dados do Creci-SP (conselho de corretores) mostram que residenciais usados na capital valorizaram de 6,21% a 187,97%, conforme localização e tipo, de janeiro a setembro, acima de rendimentos como poupança e CDB (Certificado de Depósito Bancário). Entre os mais procurados estão os dois-quartos.

Mesmo com uma percepção de retração no número de negócios fechados em outubro, "players" do mercado não acreditam em depreciação.

"O usado não teve a loucura da valorização dos novos, valorizou-se em função de coisas concretas, como construção de metrô", explica Roseli Hernandes, gerente da Lello.
Para Guilherme Ribeiro, diretor de seminovos da Fernandez Mera, "com o mercado ainda aquecido, os altos preços dos novos e a disponibilidade de financiamento, a liquidez do usado aumenta", afirma.

Um aspecto que pode impulsionar o comércio de usados é a expectativa de redução do número de lançamentos. "O novo está muito caro, e sua oferta vai diminuir", opina José Viana Neto, presidente do Creci-SP.

O professor de mercado de capitais Keyler Carvalho Rocha, da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), é mais reticente e acha difícil fazer um prognóstico da variação de preços.

"Enquanto imóveis em região de metrô foram valorizados, imóveis na região da avenida Paulista, por exemplo, tiveram queda", relativiza.

CRISTIANE CAPUCHINHO
da Folha de S.Paulo

NEOCON ASSINA CONTRATOS HABITACIONAIS COM A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

Neocon Empreendimentos e a Caixa Econômica Federal assinaram dia 11/11/2008 contratos de financiamento Imóvel na Planta com 12 famílias beneficiadas pelo Residencial Bramante e anunciaram a construção do Residencial Bernini, ambos no bairro São Cristóvão. O ato aconteceu às 18 horas na superintendência regional da Caixa, em Chapecó.

Os imóveis terão dois quartos, sendo uma suíte, sala, cozinha, banheiro, sacada com churrasqueira, uma vaga na garagem. A área privativa de cada apartamento é de 67 metros quadrados. O prazo de construção é de 12 meses.

O edifício Bramante terá quatro pavimentos, sendo o térreo usado como garagem.O residencial Bernini é idêntico ao Bramante e ambos fazem parte do projeto Habineo, cujo conceito evidencia a construção de conjuntos residenciais pequenos, distribuídos em várias regiões da cidade e rapidez na execução das obras, que duram, no máximo, 12 meses.

Vamos fazer vários conjuntos habitacionais semelhantes em diferentes bairros de Chapecó, destaca o gerente da Neocon Empreendimentos, Cezar Ciarini.

A compra de um imóvel ainda na planta tornou-se, nos últimos tempos, uma das opções atrativas para as famílias conquistarem sua casa própria. Com prazo de amortização do financiamento que pode chegar a 30 anos e juros menores para a população de menor renda, a prestação mensal chega próximo ao valor de um aluguel.

Financiar imóvel na planta através da CAIXA é absolutamente seguro, pois, além da aprovação do projeto técnico pelos engenheiros, existe o seguro de termino de obra, o que garante, que ao final do prazo de construção, o imóvel será entregue ao mutuário, destaca o superintendente regional do banco, João Deom Pereira.

Na região oeste de Santa Catarina, até 31/10/2008 foram investidos R$ 152,7 milhões, valor 8,3% maior do que o realizado no mesmo período de 2007 (R$ 141 milhões). Neste ano, foram 6.526 contratos assinados com mais de 26 mil pessoas beneficiadas e 14 mil empregos gerados na região.

Taxas e prazos permanecem inalterados e em 2008 a Caixa vai aumentar em 20% os recursos para habitação.

Apesar da crise financeira internacional, a Caixa não alterou os juros nem os prazos para financiamentos habitacionais, enfatiza Pereira. Além disso, teremos 20% a mais de recursos para habitação no próximo ano. Isto contribuirá em muito para que a classe trabalhadora possa realizar o sonho da casa própria, afirma o executivo.

Assessoria de Imprensa da Caixa Econômica Federal
Regional Oeste de Santa CatarinaTel.: (49) 3311-1050

88% das pessoas que compram imóvel utilizam a web como fonte de informação

A busca por imóveis está cada vez mais próxima da internet. O sólido aumento do número de pessoas com acesso à rede tem contribuído para que a realização do sonho da casa própria passe quase que necessariamente pela web.

Pesquisa conduzida pela Media Screen, a pedido do Google, mostra que, entre aqueles que compraram imóvel residencial nos últimos seis meses, 88% usaram a internet como fonte principal de informação. O levantamento também conclui que 57% dos entrevistados buscam os sites de imobiliárias nas pesquisas por imóveis.

A pesquisa entrevistou 603 brasileiros usuários da Internet. Dessas 603 pessoas, 57% têm menos de 35 anos e ficam conectados, em média, 7 horas e meia por dia.

Mercado imobiliário brasileiro está longe de abismo visto nos EUA, diz economista

O mercado imobiliário brasileiro está longe de cair no abismo criado pela crise financeira dos Estados Unidos, na avaliação do economista Eduardo Gianetti da Fonseca. Segundo ele, o único perigo aqui é uma parada súbita de capital de giro em projetos já em andamento.

Para Gianetti da Fonseca, a situação do mercado imobiliário no Brasil é "totalmente diferente" dos EUA, em que o setor esteve na raiz da crise financeira.

"O setor imobiliário está apenas começando o ciclo de expansão do crédito. Não existe bolha e inadimplência de mutuários. As empresas estão de modo geral capitalizadas. O quadro aqui é totalmente diferente", disse o economista, no 4º Fórum Nacional de Sustentabilidade da Construção, em São Paulo.

Ele advertiu, porém, para a dificuldade de empresas em ter capital de giro para projetos em execução. "Aqui, o único perigo é uma parada súbita de capital de giro em projetos em finalização. Mas é perfeitamente administrável. Até mesmo com algumas ações de bancos estatais. Não vejo ameaça de crise emergencial."

Entre as medidas governamentais possíveis, ele apontou a criação de oferta de seguro de crédito imobiliário e a redução do compulsório que incide sobre a caderneta de poupança, que compensaria as dificuldade de captação de recursos das empresas, como no lançamento de ações.

Segundo informou o secretário extraordinário de Reformas Econômico-Fiscais do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, ao colunista Guilherme Barros na Folha desta segunda-feira, o governo --assim como o setor privado-- já estuda a criação de seguro de crédito imobiliário. Conforme Appy, os estudos sobre o tema indicam para uma forma de garantir recursos para o crédito habitacional. A nova modalidade de seguro daria mais proteção ao credor contra a inadimplência. Desta forma, os financiadores poderiam reduzir juros e elevar o valor financiado dos imóveis.

Em entrevista para a Folha no último fim de semana, o ministro Guido Mantega (Fazenda) descartou problemas imediatos da construção civil, mas admitiu a necessidade de injeção de recursos para capital de giro no ano que vem. Segundo Mantega, serão mais R$ 3 bilhões além dos R$ 20 bilhões disponíveis para a Caixa Econômica Federal.

Para 2009, com a perspectiva de ritmo menor da expansão da economia brasileira, Gianetti da Fonseca afirmou que o setor da construção deverá passar por algum ajuste, como a revisão de programas muito agressivos de investimento.

"Em vez de crescer espetacularmente, provavelmente vamos crescer moderadamente. O setor precisa se preparar para isso. Não é o melhor dos mundos, mas é um cenário razoável"

Neste novo cenário, Gianetti da Fonseca vê o encarecimento do crédito e prazos menores de financiamento. "As empresas vão ter mais dificuldade de levantar recursos, por exemplo, lançando ações. Todo acesso a capital do Brasil vai ficar durante um tempo um pouco mais restrito. Não vai sumir, mas vai encarecer. Mas o quadro ainda é positivo", acrescentou.

DEISE DE OLIVEIRAda Folha Online.

Governo deve lançar novas linhas de financiamento

O ministro Carlos Lupi (Trabalho) disse nesta quinta-feira que o Conselho Curador do FGTS estuda a criação de novas linhas de financiamento de imóveis com recursos do fundo. Lupi não quis dar detalhes porque ainda não foram concluídos os estudos, mas disse que o anúncio das novas linhas será feito até o fim do ano.

"Vamos analisar novas formas que incentivem mais o consumidor.Temos um déficit muito alto de residências no Brasil, precisamos continuar investindo no setor", disse.

De acordo com o ministro, a idéia é que não falte crédito na ponta, por isso as linhas serão para os compradores de imóveis. Ele lembrou que outras medidas já foram tomadas pelo governo para não deixar faltar crédito para as construtoras. Dessa forma, o setor da construção civil seria estimulado e haveria uma maior criação de emprego.

Lupi disse que a estimativa é que os recursos do FGTS que serão investidos em 2009 na construção de casas populares, no saneamento básico e na infra-estrutura urbana gerem cerca de 1,3 milhão de novos empregos.


Fonte: Folha Online

Mercado imobiliário vencerá a crise

Os porta-vozes do mercado imobiliário não se cansaram, nos últimos meses, de festejar o grande momento que atravessa o setor. Construtoras, incorporadoras, dirigentes do Secovi e de outras entidades tornaram-se repetitivos nesse justo otimismo: o mercado imobiliário está vivendo dias de glória como há muito não se via. As imobiliárias começaram a contratar corretores com anúncios ufanistas, enquanto bancos e instituições de crédito alardeavam a disponibilidade dos créditos nos feirões da casa própria, onde multidões compravam seus imóveis de forma facilitada.

Com a crise do mercado financeiro, surgiram vozes nem tanto otimistas. Reapareceram opiniões anti-consumistas e o mercado imobiliário, em lugar de refúgio, passou a ser visto também como mais uma região de risco.

Não sabemos o que vai acontecer. Mas imóvel sempre foi o guardião de todas as crises; é para este bem de raiz que os valores devem afluir em momentos difíceis.

O fato novo é que a crise, desta feita, é mais globalizada do que nunca. Pela primeira vez, observamos como os vasos comunicantes da economia se comportam, afetando a chamada economia real. Num momento assim tão especial, fica claro que nada sabemos. Nada podemos fazer além de dar palpites. Nossa previsão: o mercado imobiliário vai resistir. E, claro, os condomínios também. Eles movimentam R$ 8 bilhões anualmente e tendem a crescer no meio de todas as crises, mais rapidamente do que as cidades onde estão. Esteja ou não em condomínio, a casa própria é e sempre foi o último reduto da resistência.

Como podem as matérias-primas perder valor num mundo que tem sede e fome das commoditie? No momento em que as empresas que lidam com matérias-primas e infra-estrutura perderem o valor de suas ações, algo de muito grave aconteceu. Como isso pode acontecer num mundo que nem de longe pensou em interromper o consumo? Onde está o nó?

O mercado imobiliário e seus 40 mil condomínios apenas no Estado de São Paulo continuam representando um porto seguro em meio aos vendavais reais ou fictícios. Vai faltar crédito? Parece que não. O governo está injetando recursos generosos para dar crédito ao consumidor do mercado imobiliário e liquidez ao sistema.

Não há o que negar: as ações das empresas da construção civil tiveram perdas vertiginosas no Ibovespa. O custo do imóvel de um modo geral pode subir. Vamos ter de aperfeiçoar o sistema e, mais uma vez, os projetos desses imóveis podem fazer a diferença. É no projeto que se inova e que se economiza.

Economia também é criatividade. Para que o preço do imóvel - e o custo do condomínio -, não se tornem um problema, é hora de falar mais uma vez no desperdício oculto desses projetos, decorrente do mau uso de inúmeros insumos e componentes que se transformam em refugo não reciclado.

A industria da construção civil é uma das campeãs do desperdício. Quase nada se fala sobre o desperdício das diferentes matérias-primas antes, durante e após a construção dos prédios.

Quase nada se fala sobre a areia, mas esse humilde insumo também está se tornando escasso. Por falta de áreas de extração, ela se extrai cada vez mais das várzeas dos rios. Para driblar a situação, extratores optam por alternativas como a extração de areia dos barrancos ou areia de brita artificial obtida com explosão de rochas.

Dá no mesmo: estamos impactando o meio ambiente para obter as preciosas commodities que, de alguma forma, não estão sendo recicladas e reaproveitadas na medida da voracidade com que fazemos a extração. Resultado: imóveis mais caros.

A cidade de São Paulo produz 30 milhões de toneladas de lixo por dia. Uma grande parte desse lixo é entulho da construção civil. Um composto apocalíptico de areia, pedra, cal, cimento e ferro. Apenas 2% desse entulho são reciclados no Brasil. Na Europa, a média é de 95%. Caso fosse recolhido e aproveitado, as obras da construção civil ficariam cerca de 20% mais baratas.

O custo da moradia, cujo déficit é de 7 milhões de unidades no Brasil, seria reduzido. O desperdício oculto é matéria não contabilizada nesse custo final porque não sabemos como proceder. Não está nos livros.

Fica novamente presente no debate a questão dos projetos. Mais cedo ou mais tarde vamos precisar saber qual é o custo ambiental (o custo ambiental é o custo real) de nossas moradias, porque esse custo encarece o produto final. Água, energia, segurança e o próprio entulho vão compor necessariamente o brainstorming dos projetos. O mercado imobiliário vai resistir à crise. Mas seu formato nunca mais poderá ser o mesmo. E o ministro da Fazenda não cansa de dizer que o consumo tem de continuar subindo. O perigo do crescimento ilimitado é uma outra história.

Hubert Gebara,
vice-presidente de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP e diretor do Grupo Hubert.



Fonte: O Estado de São Paulo

Grandes bancos já voltam a emprestar

O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal aumentaram o ritmo de liberação de crédito, em outubro, em relação a setembro, afirmou ontem o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, o BB teve uma elevação na liberação de 4,5%. "Aumentou a velocidade de liberação do crédito", disse em entrevista coletiva após a reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com os ministros de Estado, na Granja do Torto.

O ministro da Fazenda afirmou que o Banco Central vai divulgar hoje os resultados parciais das operações de crédito em novembro. Segundo ele, os dados vão mostrar melhora ante outubro. "Ainda não está num ponto ideal, satisfatório, mas 80% do crédito voltou."

Mantega reconheceu que os grandes bancos do País, num primeiro momento da crise, retiveram crédito, mas afirmou que eles já voltaram a liberar empréstimos. O ministro afirmou que a reação inicial dos bancos de "segurar um pouco o crédito" foi tomada como reação ao "impacto muito forte" que a crise teve lá fora. "Agora, num segundo momento, os grandes bancos, pelo que sei, já voltaram a emprestar no volume anterior à crise", disse. Segundo Mantega, o problema de escassez de liquidez atinge, neste momento, os pequenos e médios bancos. "Essa faixa do setor financeiro está sem crédito. Embora nós tenhamos liberado crédito para a compra das carteiras deles, eles não conseguiram recursos para voltar a empresar."

Mantega reiterou seu ponto de vista de que a desaceleração da economia não será drástica: "Se mantivermos um consumo de 10%, é um excelente patamar. Essa é a diferença de patamar do Brasil em relação a outros países. Mesmo que haja uma desaceleração, ainda resultará em um crescimento econômico satisfatório".

De acordo com o ministro, o governo adotará as medidas que forem necessárias para assegurar crescimento da economia de 4% no próximo ano. "A crise financeira já está afetando a economia real dos países desenvolvidos. No Brasil, haverá uma desaceleração. Mas o governo está trabalhando para não deixar que essa desaceleração se instale. Faremos de tudo para atingir a meta de 4% em 2009."

REDUÇÃO DO IOF - Ao garantir que o governo dispõe de "um arsenal de medidas" para reduzir os efeitos da crise global sobre o Brasil, Mantega confirmou que a equipe econômica não descarta a redução de impostos, entre eles o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Outra decisão, segundo Mantega, será manter os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "O presidente Lula quer manter o Brasil como um grande canteiro de obras", afirmou. "Se houver queda de receita, cortaremos no custeio e não nos investimentos." Segundo ele, as despesas essenciais para manter o crescimento, gerar emprego e renda serão preservadas.

O ministro destacou também que o governo tem atendido setores prioritários da economia, como o agrícola e o automobilístico. "Um que depende mais do crédito (agrícola) e outro que emprega mais gente (automotivo)", disse. Mantega ressaltou que somente o setor de motos representa 50 mil empregos na Zona Franca de Manaus, por isso, as recentes medidas beneficiando o segmento.

A uma pergunta sobre os lucros dos grandes bancos no Brasil, respondeu: "Neste momento em que os grandes bancos no exterior estão vivendo uma crise, é um excelente sinal. É um sinal de solidez."

A avaliação do presidente Lula na reunião, de acordo com Mantega, é que o Brasil poderá manter a trajetória de crescimento, "mas com alguns arranhões". O presidente considera que 2009 será um ano pior para o mundo, pois haverá recessão nos EUA, na Europa e no Japão, e a China poderá reduzir seu crescimento de 12% para 8% ao ano.



Fonte: Jornal da Tarde

Dólar valorizado incentiva investimentos em imóveis

A alta do dólar está fazendo bem não só para as empresas que exportam. As do setor de construção civil também estão sentindo os reflexos positivos dos valores mais elevados do dólar e do euro. Recebendo em moeda valorizada perante o real, muitas pessoas do Sul do Estado que moram no exterior teriam voltado a investir mais em imóveis em Criciúma e região ou mesmo aproveitado para quitar os imóveis já financiados.

Segundo Rogério Cizeski, presidente da Criciúma Construções, nos últimos dois meses houve uma mudança grande no comportamento dos emigrantes da região no que diz respeito ao investimento em imóveis. Para se ter uma idéia, o número de imóveis por mês que a construtora vendia para "conterrâneos" que vivem no exterior, passou de cinco para 30. "A situação está ruim nos Estados Unidos, mas as pessoas que estão lá trabalham com custo menor do que o pessoal de cá. E como ganham em dólar, que está valorizado, trocam para comprar em real aqui", afirma.


Quitação com prazo mais curto


Cizeski diz que o número de pessoas que vive em outro país e busca a quitação antecipada do apartamento aumentou com o retorno do dólar a patamares mais altos. O comprador do Sul do Estado que está fora do País adquire imóveis tanto para alugar e ter uma renda a mais, quanto para morar por ocasião do retorno definitivo ao Brasil. Segundo Cizeski, os emigrantes geralmente compram imóveis com um prazo de pagamento mais curto que os clientes que vivem no País.

O corretor de imóveis Ricardo Martins, que comercializa imóveis com emigrantes, afirma que a grande maioria dos emigrantes prefere comprar imóveis na planta, que podem servir de moradia para a família quando voltarem ao município que moravam. "Normalmente o tipo de apartamento mais vendido é o de dois quartos, por causa do preço, já que eles não costumam adquirir imóveis muito caros, e porque esse tipo de imóvel é mais fácil de vender também", conta. E com a proximidade do final de ano, e a vinda de muitas famílias que moram no exterior para visitarem parentes, as imobiliárias e as construtoras podem ter um aumento de demanda ainda maior.





Fonte: A Tribuna

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